PIB em queda: o que a revisão para 2025 revela sobre os riscos e oportunidades no setor de cobrança
- Cobrance
- há 2 dias
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A mais recente edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central em 31 de março de 2025, apontou nova queda na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano. A projeção foi revisada de 1,98% para 1,97%, indicando uma economia em ritmo mais lento do que o esperado.
Apesar da redução parecer pequena em números, ela carrega sinais importantes para setores que lidam diretamente com o comportamento financeiro da população e das empresas — entre eles, o setor de crédito e cobrança.
Entendendo o cenário econômico
O ambiente econômico atual é marcado por juros elevados, inflação acima do centro da meta e desaquecimento do consumo. A Selic atingiu 14,25% ao ano, tornando o crédito mais caro e limitando o acesso de empresas e consumidores a financiamentos.
A inflação acumulada para 2025 está projetada em 5,65%, segundo o mesmo Boletim Focus. Esse cenário pressiona a renda das famílias, aumenta os custos operacionais das empresas e amplia o risco de inadimplência em diversas frentes.
Dados do IBGE também mostram retração de 1% no consumo das famílias no último trimestre de 2024, sinalizando menor circulação de capital e maior dificuldade de manutenção de compromissos financeiros.
Crescimento da inadimplência e impacto no setor
O aumento da inadimplência já é visível. Segundo a Serasa Experian, o número de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 7,1 milhões em janeiro de 2025 — o maior da série histórica. Isso representa 31,4% das empresas ativas no país, com predominância de micro e pequenos negócios nos setores de comércio e serviços.
Entre os consumidores, o comprometimento da renda com dívidas e o uso excessivo do crédito rotativo contribuíram para o aumento dos atrasos em modalidades como cartão de crédito, financiamento e empréstimos pessoais.
Nesse contexto, o setor de cobrança assume papel fundamental na recuperação sustentável de valores em aberto.
Estratégias para atravessar o momento
Empresas que oferecem crédito, assim como instituições financeiras, precisam agir com prudência e inteligência. Algumas estratégias recomendadas incluem:
Revisão das políticas de concessão de crédito, com foco maior na análise de risco;
Segmentação de clientes e abordagens específicas conforme perfil de pagamento;
Monitoramento ativo das carteiras, utilizando dados e tecnologia para prever inadimplência;
Adoção de modelos de cobrança preventiva, com comunicação antecipada e negociação flexível;
Fortalecimento da liquidez e provisões, garantindo fôlego diante de um cenário mais desafiador.
O papel da cobrança estratégica
Mais do que recuperar valores, a cobrança precisa preservar relações comerciais e contribuir para a sustentabilidade das operações. A adoção de uma abordagem consultiva, baseada em dados e no entendimento da realidade do devedor, tende a gerar melhores resultados.
Empresas especializadas, como a Cobrance, vêm aplicando esse modelo com foco em personalização, uso de tecnologia e atendimento humanizado — práticas que se tornam ainda mais relevantes em um período de desaceleração econômica.
A revisão do PIB para 2025 é mais do que um indicador macroeconômico: ela é um alerta estratégico. Em momentos como esse, empresas que conseguem antecipar riscos, agir com inteligência e manter relacionamentos sustentáveis com seus clientes têm mais chances de sair fortalecidas.
A cobrança eficiente, estruturada e alinhada com a realidade do mercado é uma ferramenta essencial para atravessar esse cenário com responsabilidade e visão de longo prazo.
Fontes:
Banco Central do Brasil – Boletim Focus (31/03/2025)
Serasa Experian – Indicadores de Inadimplência Empresarial (jan/2025)
Agência Brasil – Economia brasileira desacelera com inflação e juros altos
Comitê de Estabilidade Financeira (Comef/BCB) – Nota Técnica (fev/2025)
IBGE – Contas Nacionais Trimestrais (4º tri de 2024)
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